
Invejo a pedra muda, fragmento solto do cristal nascido de uma rocha antiga...
Segue, muita vez, com o vendaval revoltoe, ainda empedernido, não se prende à liga...
O vegetal-semente arrebentando a terra,planta inofensiva procurando o ar...
Cresce no silêncio, sem o horror da guerra;é uma tocha viva no desabrochar...
Mesmo o micro-ser que vai se desdobrando,faz-se em tantos outros, como uma fração...
Cumpre sempre o encargo, integra-se ao seu bando;não conhece prantos, só a reprodução...
O animal que luta na floresta escura,busca o alimento e a sobrevivência...
Tem os dias longos, uma vida dura,mas sem o tormento:
“Luz-de-inteligência”!
Invejo tanta coisa, a cada golpe e dor,vendo pouca paz e a maldade insana,toda a minha alma
ávida de amor,quer voltar atrás, deixando a espécie humana!...

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